segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Arsenal 1-2 Chelsea FC

Estádio: Millennium Stadium (Cardiff)
Espectadores: 70.073
Árbitro: Howard Weeb

Arsenal: Almunia, Hoyte, Touré, Senderos e Traore, Fabregas, Denilson, Baptista, Wallcot e Diaby, Aliardere.
Treinador: Ársene Wenger. Jogaram ainda: Eboué, Hleb e Adebayor

Chelsea FC: Cech, Diarra, Ricardo Carvalho, John Terry e Wayne Bridge, Makelele, Essien, Lampard e Ballack, Shevchenko e Drogba.
Treinador: José Mourinho. Jogaram ainda: Robben, Obi Mikel e Kalou

Mais um título para José Mourinho, o 11º da carreira, o 5º ao serviço do Chelsea. Depois de 45 minutos algo apáticos, no segundo tempo os blues foram superiores. John Terry continua com azar esta temporada. Ontem foi pontapeado sem querer por Diaby e teve que receber tratamento hospitalar.

O capitão do Chelsea tem a época enguiçada. Depois de uma lesão em Dezembro, que o afastou durante algum tempo dos relvados, o regresso tem sido intermitente. Na passada quarta-feira no jogo da Champions League, Terry teve que ser substituido aos treze minutos, depois de se ter lesionado num joelho logo aos cinco, e ontem teve que ser substituido aos 63 minutos, depois de ter sido pontapeado com alguma violência, mas sem intenção, por Diaby, jogador do Arsenal, na tentativa de alcançar uma bola com a cabeça, na sequência de um canto. Terry caiu inanimado no relvado e o panico instalou-se, com os jogadores de ambas as equipas a pedirem a intervenção médica o mais rápido possível. O jogador saiu do relvado imobilizado e com a necessidade de ser assistido com oxigénio, mas ao fim da noite, já estava de regresso com a equipa, festejando a conquista da Taça da Liga. Quanto ao jogo, o Chelsea alinhou com o mesmo onze de quarta-feira, frente ao FC Porto. O Arsenal, usou o onze da meia final, contra o Tottenham. As equipas iniciaram o jogo estudando-se uma a outra, mas o Arsenal começou por ganhar algum ascendente e dominou por completo o primeiro tempo. Os primeiros minutos pertenceram por completo aos gunners, que remataram mais e com mais perigo, com Fabregas e Baptista no centro das atenções, valendo os bons reflexos de Cech. O Arsenal acabería por marcar primeiro, fruto da maior pressão exercida. Hoyte ganhou a bola a Shevchenko e deu em Diaby. O centrocampista viu bem a desmarcação do joem Walcott e endossou-lhe a bola, com o extremo a desferir um potente remate de fora da área, que bateu inpelavalmente Cech. Grande explosão de alegria no relvado e no banco do Arsenal, assim como nas bancadas, onde se viu Henry a festejar efusivamente. Á semelhança do jogo do Dragão, o Chelsea acordou depois de ter sofrido o golo, e bastaram 7 minutos para o inevitável Drogba, restabelecer o empate. O avançado marfinênse arranca no límite do fora de jogo, bem desmarcado por um excelente passe de Ballack e com toda a calma do mundo bateu Almunia, ontém no lugar de Lehmann. O primeiro tempo continuou com o Arsenal á procura de um golo que lhe desse novamente a vantagem, mas não o conseguiria. O intervalo chegou sem nada de interesse a registar.

Para o segundo tempo, Mourinho preparou desde logo uma substituição que viria a alterar o rumo do jogo. Makelele ficou nos balneareos e para o seu lugar entrou Robben, passando a jogar em 4x3x3, com o holandês a fixar-se na esquerda do ataque blue. O Chelsea entrou mais ofensivo, mas o Arsenal teve as primeiras oportunidades de remate, primeiro por Diaby, a passe de Fabregas, e depois pelo próprio jogador espanhol. Ao minuto 57, o momento arrepiante da partida, com o capitão John Terry, a tentar chegar de cabeça a uma bola, mas a ser pontapeado por Diaby. Acabou substituido por Mikel e Essien teve que recuar novamente para o eixo defensivo. Wenger aproveitou alguma desorientação dos blues e tentou refrescar a equipa, lançando jogadores rápidos e perigosos, como Eboué que entrou para o lugar de Traore, que não esteve muito ofensivo e mais tarde a entrada de Hleb, para o lugar de Diaby, reforçando assim o ataque e mostrando que quería vencer a partida, aproveitando também o facto de Essien, Ricardo Carvalho e Diarra estarem amarelados, o que os pdería inibir de alguma forma. Mas sería o Chelsea a criar perígo aos 72 minutos. A equipa não se deixou abater pela saida do capitão e Frank Lampard desferiu potente remate de fora da área, mas a bola esbarrou com estrondo na barra da baliza de Almunia, que estava completamente batido. Foi o primeiro aviso da equipa do Chelsea. Wenger tentou tudo por tudo, quando a dez minutos do fim trocou Aliardere, que esteve bastante apagado e fez entrar o gigante Adebayor, claramente para os últimos minutos serem de bolas bombeadas, tentando aproveitar a baixa estatura de Essien e alguma descoordenação na defesa blue. Mas sería precisamente ao contrário. Robben arrancou um excelente cruzamento que encontrou a cabeça de Drogba, em antecipação ao central, Senderos. O golpe de cabeça do marfinênse foi espectacular e bateu Almunia pela segunda vez na partida, consumando a reviravolta. O Chelsea continuou ao ataque e não permitiu que o Arsenal cria-se lances de perígo. Aos 88 minutos, Shevchenko voltou a abanar a baliza de Almunia, com um potente remate de fora da área, depois de ultrapassar Hoyte. A bola voltou a encontrar a trave como obstaculo. Já nos descontos, aconteceu o impensável. Depois de um jogo em que apesar de ser bastante viríl, nunca deixou de ser correcto, a confusão instalou-se no relvado, com Mikel e Toure a envolverem-se em empurrões e agressões. Este incidente acabou por fazer com que todos os intervenientes do jogo acorressem ao centro do terreno, incluindo treinadores. A confusão estava instalada, com empurrões, agressões e expulsões, com os dois princípais intervenientes a verem o vermelho, assim como Adebayor, que agrediu á cotovelada Bridge. Lampard e Fabregas também viram o cartão amarelo. O jogo terminou poucos minutos depois, com os elementos do Chelsea a fazerem a festa. Mourinho conquista assim o seu 11º titulo como treinador, o 5º ao serviço do Chelsea. Com esta vitória, a situação de Mourinho pode ficar mais esclarecida dentro do clube, ganhando pontos junto de Abramovich. O Chelsea conquista assim a sua 4ª Taça da Liga, troféu que mais figura na montra Blue.

Já no fim da partida, Mourinho disse que o Arsenal foi um excelente adversário: "Em minha opinião, eles fizeram um grande jogo. Deixaram pelo caminho o Liverpool, o Tottenham e o Everton com esta equipa jovem e justificaram a sua presença nesta final, mostrando que têm uma grande equipa. Jogaram muito bem, têm um grande treinador e excelentes jogadores, mas o futebol é isto: a História faz-se com as equipas que levam os troféus para casa."
Ainda assim, disse que o Chelsea mereceu claramente a vitória: "Foi um grande jogo, entre duas equipas de estilos totalmente diferentes. Mostrámos personalidade, mesmo não fazendo uma grande exibição. A segunda parte foi totalmente diferente da primeira, dominámos o jogo, acertámos duas bolas nos postes e no fim de contas merecemos a vitória."
Mourinho disse ainda que os incidentes no fim da partida se deveram á perda de controlo dos jogadores do Arsenal, que viram a vitória fugir-lhe por entre os dedos: "Foi uma pena o que se passou no final. Os jogadores do Arsenal mereciam ter acabado este jogo de outra forma. Não sei o que se passou, mas percebo que a emoção nos instantes finais estava no máximo. É frustrante, sei que os seus jogadores estavam desapontados por perder uma final, na qual fizeram uma boa exibição, por isso compreendo que se perca um pouco o controlo."

Quanto á lesão de John Terry, foi Petr Cech, o jogador que mais sentiu a lesão do capitão, pois tembém foi alvo de uma situação gravissíma esta temporada: "Foi um dos piores momentos que vivi num relvado. Da minha lesão nem sequer me lembro, mas desta vez, quando vi a reacção dos jogadores percebi que era um momento complicado. E nos primeiros três ou quatro minutos após a lesão tive muitas emoções a passar-me pela cabeça." O guarda-redes do Chelsea, acaba por dizer que a lesão foi o catalizador para a vitória na Taça da Liga: "Ainda faltavam muitos minutos e queríamos conseguir o troféu para ele. É sempre um choque quando se vê uma lesão destas, mas neste caso deu-nos mais determinação para ganhar a taça."
Já o próprio Terry, diz não se lembrar do que aconteceu. ele que ainda teve tempo de se juntar á equipa nos festejos da vitória: "Estava a dizer aos rapazes que não me lembro. Lembro-me de entrar para a segunda parte e mais nada, até acordar na ambulância, a caminho do hospital"
E continuou: "Ainda me sinto um bocado tonto. Fiz um exame e disseram que estava bem. É fantástico estar de volta para junto deles, eles foram excepcionais. Foi graças a eles, que eu não participei muito na segunda parte"
Declarações de Mourinho, Terry e Cech, retiradas do site Maisfutebol

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quarta-feira, janeiro 24, 2007

Chelsea FC 4-0 Wycombe

Estádio: Stamford Bridge
Espectadores: 41.591
Árbitro: Mike Dean

Chelsea FC: Cech, Diarra, Ricardo Carvalho, Essien e Ashley Cole, Makelele, Obi Mikel, Ballack e Lampard, Drogba e Shevchenko.
Treinador: José Mourinho. Jogaram ainda: Nuno Morais, Wright-Phillips e Kalou

Wycombe: Pedro Batista, Martin, Williamson, Antwi e Goldbourne, Doherty, Betsy, Oakes e Bloomfield, Easter e Mooney.
Treinador: Paul Lambert. Jogaram ainda: Stockley e Torres.

O Chelsea voltou a golear e limpou a imagem da primeira mão da meia final da Carling Cup. Shevchenko voltou aos golos, e com este resultado os blues estão na final da competição.

O público não esquece aquilo que por vezes o patronato esquece. Ontem, se dúvidas haviam, elas foram desfeitas, com a atitude dos aficionados do Chelsea, a cantarem músicas em manifesto apoio ao treinador português, que tem dado novamente expressão ao clube.
Mourinho já pôde contar ontem com algumas pedras importantes no onze, casos de Ricardo Carvalho e Makelele. Robben por precaução não foi utilizado e o Chelsea voltou ao losango do meio campo, composto pelo françês, Obi Mikel, que tem feito exibições agradáveis, Ballack e Frank Lampard. Shevchenko teve uma nova oportunidade, depois de um período algo negro e correspondeu.
Por seu turno, Paul Lambert, treina uma equipa aguerrida, mas que ontem só sucumbiu ao maior poderío do Chelsea, pois os blues estiveram eficazes, ao contrário dos homens do Wycombe, que não aproveitaram algumas das ocasiões que conseguiram criar, principalmente por Mooney e Easter, os dois irrequietos avançados forasteiros.
O jogo começou com o Chelsea por cima, e logo na primeira jogada do jogo, ainda não havía um minuto de jogo, Shevchenko teve na cabeça o primeiro golo, mas o remate saiu ao lado da baliza do também português, Pedro Baptista. O Wycombe foi surpreendido pela entrada a matar dos homens de Mourinho e os erros foram sucedendo, até que aos 15 minutos novamente Shevchenko á beira do golo, mas o remate do ucrâniano foi travado pelo corpo de Antwi. Como não há duas sem três, estavam decorridos 22 minutos de jogo, quando Doherty isolou o adversário, que no caso era Shevchenko, que á saida de Baptista rematou a contar. estava feito o 1-0, golo que o Chelsea já justificava. O Wycombe serenou um pouco após o golo, e foi criando relativo perigo perto da área do Chelsea. Ontem, Mourinho deu a oportunidade a Diarra de jogar no lado direito da defesa, uma vez que Paulo Ferreira esteve castigado para este jogo e Gérémi não foi convocado. Foi a primeira aparição do jogador esta temporada e não comprometeu. A defesa esteve bem, com o super Essien a jogar em todo lado. Logo após o golo, Mooney surgiu bem isolado após um bom passe de Doherty, mas o avançado do Wycombe rematou mal. O Chelsea por seu turno ia criando perigo sempre que chegava perto da área adversária, e aos 35 minutos, Ballack fica a pedir penalti na sequência da marcação de um livre directo. Fica a impressão que há um jogador do Wycombe que, ao saltar na barreira, desvia a bola com o braço. O árbitro assinalou pontapé de canto.
Já perto do intervalo o Chelsea chegou ao segundo golo. Excelente jogada de combinação entre Drogba e Shevchenko, com o ucrâniano a sair no límite do fora de jogo e a bater novamente Baptista á saida deste. Estava feito o 2-0, e o avançado do Chelsea coroava assim uma boa exibição. Antes do intervalo, o Wycombe podería ter reduzido, numa jogada de contra ataque, com a bola a passar por cima de pé de Ricardo Carvalho, e já na cara de Cech, primeiro Easter e depois Mooney, não conseguiram acertar com abola.

Após o intervalo as equipas surgiram sem alterações, mas a toada de jogo foi a mesma. O Chelsea sempre superior, e o Wycombe a tentar dar a volta. Bastaría um golo para galvanizar estes jogadores da Ligue 2 inglesa, que vieram a Stamford Bridge discutir a passagem á final da Carling Cup. Deixaram uma excelente imagem.
Estavam decorridos 53 minutos de jogo e o Chelsea podería ter chegado ao 3-0, mas Lampard não aproveitou a excelente jogada protagonizada por Shevchenko do lado esquerdo do ataque blue.
Paul Lambert tentou alterar algumas coisas que estavam mal e retirou Antwi aos 59 minutos, fazendo entrar Stockley e mais tarde retirou o apagado Bloomfield e fêz entrar Torres, um argentino que deixou boa imagem. O Chelsea, entretanto, ia criando algumas oportunidades para aumentar a vantagem, mas não foram sendo aproveitadas, primeiro por Drogba, que ganhou posição perante o seu defesa, mas o remate saiu ao lado e mais tarde por Lampard, depois de uma excelente troca de bola com o marfinênse, mas já dentro da área, o remate saiu por cima da baliza de Baptista. Pelo meio, o Wycombe criou uma oportunidade golo, cortada no momento certo por Essien.
A melhor oportunidade de golo do Wycombe surgiu ao minuto 67, na marcação de um lívre directo. Martin arrancou um potente remate, que Cech, não conseguiu parar á primeira e á segunda atirou para canto. Na sequência do canto, a bola é aliviada pela defesa, e Shevchenko faz um passe longo que apanho Frank Lampard isolado. O médio blue, passou pelo guarda-redes e já na área conseguiu tirar um defesa da frente e empurrar calmamente para o 3-0. Este golo matou as ambições do Wycombe, que a partir deste momento resignou-se ao maior poderío do Campeão Inglês.
Aos 73 minutos, Obi Mikel, uma das melhores unidades do Chelsea no meio campo, protagonizou uma das melhores jogadas da partida, trocando a bola ainda na defesa com Ballack. O alemão correu e adiantou a bola para Drogba, que descobriu Mikel, que acompanhara todo o lance do lado oposto, mas o remate do nigeriano saiu fraco e Baptista defendeu.
A sete minutos do fim, Mourinho fêz três substituições de uma só vez, e entraram Nuno Morais para o lugar de Ashley Cole, Kalou para o lugar de Ballack, que também teve uma participação agradável e Wright-Phillips para o lugar de Shevchenko, que saíu debaixo de palmas do público presente em Stamford Bridge. O extremo inglês teve uma excelente oportunidade para aumentar a contagem pouco depois de ter entrado numa boa combinação com Drogba, mas o remate saiu ao lado.
Já nos descontos o Chelsea chegou ao 4-0, com outro bís, este do capitão, Frank Lampard. Jogada inicíada no meio campo, numa troca de bola com Drogba, o marfinênse bateu o defesa que o marcava e já perto da área serviu novamente Lampard, que lívre de marcação no coração da área atirou a contar.
O jogo terminaría pouco depois, com o público a ovacionar a equipa e o seu treinador, mostrando que está claramente do lado deste. O resultado acaba por penalizar uma equipa do Wycombe, que não veio defender, veio discutir a passagem á final da Carling Cup, mas que nos momentos crúciais demonstrou algum nervosismo, típico de um clube pequeno que visita um grande. O Chelsea saberá qual o adversário que defrontará a equipa no Millenium Stadium em Cardiff, no fim do mês, quando Tottenham e Arsenal decidirem a eliminatoria.

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quinta-feira, dezembro 21, 2006

Newcastle 0-1 Chelsea FC

Estádio: St. James Park
Espectadores: 37.406
Árbitro: Chris Foy

Newcastle: Given, Solano, Taylor, Ramage e Huntington, Parker, Butt, Milner, Emre e Dyer, Martins.
Treinador: Glenn Roeder. Jogaram ainda: Sibierski.

Chelsea FC: Hilário, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Boulahrouz e Wayne Bridge, Makelele, Essien e Mikel, Kalou, Robben e Shevchenko.
Treinador: José Mourinho. Jogaram ainda: Lampard, Ballack e Drogba.

Qualquer semelhança com o jogo da passada quarta-feira é plausivel de ser verdadeira. Mudou apenas o local de jogo e alguns dos intervenientes. O resultado, esse, foi o mesmo e o marcador também, em tudo igual ao jogo do campeonato.....

O Chelsea deslocou-se ao norte de Inglaterra para defrontar o Newcastle, em mais um eliminatória da Carling Cup, ou Taça da Liga Inglesa. Como não poderia deixar de ser, José Mourinho aproveitou para fazer descançar peças fulcrais da equipa blue. Assim, Terry, que ainda está a recuperar, Ashley Cole e Gérémi ficaram de fora, Lampard, Ballack e Drogba ficaram no banco de suplentes.
O esquema utilizado foi então o 4x3x3, dando oportunidade a Obi Mikel, que recupereou de lesão, de jogar no meio campo, no lugar do alemão. Paulo Ferreira voltou à titularidade, mas fêz exibição discreta, muito por culpa do cartão amarelo que viu ainda no primeiro tempo. Hilário, manteve-se na baliza, pois Cudicini ainda não recuperou da mazela muscular que o apoquenta.
O jogo começou com o Chelsea a querer marcar. Obi Mikel, logo na primeira oportunidade que teve, rematou do meio da rua, mas a bola passou por cima do travessão. O Newcastle equiparou as coisas pouco depois, e até começou a ganhar algum ascendente, muito por culpa das diagonais de Dyer e da velocidade de Martins, que foi um perigo constante direccionado para a baliza de Hilário. Durante algum tempo o jogo foi morno, sem ocasiões, mesmo ao ritmo que interssa a Mourinho, para depois desferir a estocada final. Mas o Newcastle sempre foi tentando esconder o natural favoritismo dos blues e aos 24 minutos, Milner já fugia pela direita da defesa do Chelsea, quando Paulo Ferreira o travou em falta. Resultado: cartão amarelo para o defesa português, que acabaria por ser determinante na sua exibição. Antes disso, Essien, grande motor do meio campo blue, falhou uma boa oportunidade a passe de Kalou.
Aos 26 minutos de jogo, então surge a primeira oportunidade clara de golo, para o Newcastle. Solano faz um passe longo, que apanha Martins no caminho, o nigeriano domina bem a bola e arranca um potentoso pontapé do meio da rua, que leva a bola a esbarrar com estrondo na trave da baliza de Hilário, com Ricardo Carvalho a limpar depois. Os Magpies pediram golo, pois supostamente a bola, ao bater no chão, terá batido já dentro da baliza. Mas o lance é de difícil juizo, logo o juiz da partida, mandou seguir. Este lance, galvanizou os da casa, que criaram alguns apertos a defesa do Chelsea. Logo de seguida foi Butt a tentar a sorte de fora da área, na sequência de um canto, mas Hilário opôs-se bem ao remate de centrocampista da casa.
Nos últimos quinze minutos do primeiro tempo, o Chelsea voltou a superiorizar-se e teve uma excelente oportunidade para chegar ao golo, já perto do intervalo, mas o remate de Shevchenko, bateu no poste da baliza de Given. O jogo chegava assim ao intervalo, com a senção de que na segunda parte, as coisas iam ser mais interssantes.

Mas acabaram por não o ser. Mourinho teve que recorrer ao trio de luxo, e o primeiro a ser lançado foi Lampard, logo ao intervalo, no lugar de Makelele. Assim Essien passou a jogar a trinco, enquanto que o internacional inglês e Mikel tentavam levar o jogo para a frente.
O Newcastle não mexeu e entrou mais rápido e mais decidido a marcar. Assim logo na reabertura, Boulahrouz viu também o cartão amarelo, por ter parado Parker em falta a entrada da área. Do lívre nada surgiu. Minutos depois, com a defesa do Chelsea descomposta e a pedir um fora de jogo inexistente, Emre viu bem a desmarcação de Dyer e meteu-lhe a bola no espaço vazio, mas a mancha de Hilário, atentissímo e rápido a sair dos postes evitou um mal maior.
Mourinho percebeu que tinha que voltar a mexer e a lesão de Mikel até veio a calhar. Para o seu lugar entrou Ballack e o Chelsea começou a tomar conta do jogo e a aparecer mais na zona de remate. Numa dessas incurssões, Robben serviu Lampard, que na passada atirou ao lado. Estavam decorridos 70 minutos de jogo. Minutos depois, acabava a oportunidade dada por Mourinho a Shevchenko, e para o seu lugar entrou Drogba, o homem que decidiu novamente a partida. Bastaram 6 minutos em campo, para o marfinênse voltar a ser o carrasco dos magpies. Jogada de Robben pela esquerda do ataque do Chelsea, passou por um defesa do Newcastle, mas já não passou pelo segundo, que era Butt. Mourinho levantou-se pedindo o amarelo, que diga-se era justo, mas Foy não advertiu o jogador da casa. Na marcação do lívre, Drogba tocou para Ballack, o alemão parou a bola, e num toque em jeito, mas forte, o marfinênse introduziu a bola na baliza de Given, que ainda tocou no esférico, mas sem o conseguir desviar. Os festejos do avançado blue foram no banco, com o treinador português. Faltavam 10 minutos para o fim da partida. Glenn Roeder ainda mexeu, fazendo entrar Sibierski para o lugar de Milner, quando faltavam cinco minutos para o término da partida. Mas sería o Chelsea a quase chegar ao segundo golo, numa jogada em que Given fica mal na foto, quando tentou dar a bola a um colega, estando fora da baliza, Lampard intrometeu-se e de primeira fÊz um chapeu, que acabou por voltar a embater no poste da baliza do Newcastle. Minutos depois o jogo chegaria ao fim, com a passagem às meias-finais garantida, mais uma vez pelo suplente de luxo, Drogba. O adversário das meias-finais, será conhecido no sábado, pela hora do almoço.

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