quinta-feira, maio 22, 2008

A final em fotos - Chelsea FC 1-1 Manchester United (5-6)

quarta-feira, abril 23, 2008

Liverpool 1-1 Chelsea FC

Depois de muito tempo afastado dos posts de jogos e daqui do blog, vou tentar voltar com alguma frequência para fazer face a alguns pedidos que me foram feitos de leitores e pessoas que habitualmente visitavam o blog... E nada melhor no regresso, do que o empate em Liverpool, que deixa o Chelsea com um pé na final da Champions League...

Estádio: Anfield Road
Àrbitro: Konrad Plauz (Austria)
Espectadores: 42.180

Liverpool: Reina, Arbeola, Carragher, Skrtel e Fábio Aurélio, Alonso, Mascherano, Gerrard e Babel, Kuyt e Torres.
Treinador: Rafa Benítez. Jogaram ainda: Riise e Benayoun

Chelsea FC: Cech, Paulo Ferreira, John Terry, Ricardo Carvalho e Ashley Cole, Makelelé, Ballack, Lampard e Joe Cole, Drogba e Malouda.
Treinador: Avram Grant. Jogaram ainda: Kalou e Anelka

Quarta vez consecutiva que estas duas equipas se defrontam nas fases mais adiantadas da Champions League, sempre com vantagem para o Liverpool. Desta feita o curso da eliminatória pode ser diferente, uma vez que Riise deu uma ajuda ao conjunto de Grant e fez aquilo que os avançados blues não conseguiram fazer, o golo.
O jogo até começou com oportunidade de golo para Drogba, na sequência da marcação de um lívre por falta cometida por Carragher sobre si próprio. A bola acabaría por ficar na barreira.
O liverpool cpmeçou aos poucos a tomar conta do jogo, com o seu futebol caracteristico, com os laterias a subirem e a pressionarem alto. Kuyt e Torres, sempre perigosos na frente de ataque, foram dando que fazer à defesa londrin, mas prícipalmente a Cech, que com algumas excelentes defesas, foi adiando o golo. Golo esse que chegou já perto do intervalo, depois de uma sucessão de erros do conjunto blue, permitindo que a bola caísse à disposição de Kuyt atirar a contar. Era a loucura em Anfield.
Já no segundo tempo e com um golo de vantagem, os Reds procuraram aumentar o marcador, mas Petr Cech, correspondia com excelentes defesas, não permitindo o golo tranquilizador. À passagem da meia hora, Fábio Aurélio lesiona-se e tem que ser substituido, entrando Riise para o seu lugar. Avram Grant aposta quase tudo e retira Joe Cole do terreno de jogo, fazendo entrar Kalou e passa a jogar em 4x3x3. O Chelsea começou a empurrar o Liverpool para trás e começou a criar algum perígo, sendo que este era quase sempre anulado pela defesa do Liverpool. Já perto do final, Gerrard proporcionou a defesa da noite a Cech, com um potente remate à meia volta a ser parado de forma quase impossível pelo guardião checo. Grant retirou Ballack e fez entrar Anelka a cinco minutos do fim da partida e esta substituição revelou-se algo fundamental. já nos descontos, nova defesa de grande nível de Cech, a evitar o golo de Torres e na jogada seguinte, Riise dá o golo aos Blues, quando tenta cortar um centro de Kalou que iria encontrar Anelka dentro de àrea. Foi a explosão de alegria dos adeptos e do banco do Chelsea, que tem aqui excelente oportunidade de chegar à tão ambicionada final da Champions League. Para isso basta um empate a zero daqui a uma semana em Stamford Bridge.

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quarta-feira, maio 02, 2007

Liverpool 1-0 Chelsea FC (4-1 Após G.P.)

Estádio: Anfield Road
Espectadores: 42.554
Árbitro: Mejuto Gonzales (Espanha)

Liverpool: Reina, Finnan, Carragher, Agger e Riise, Mascherano, Gerrard, Zenden e Pennant, Crouch e Kuyt.
Treinador: Rafa Benítez. Jogaram ainda: Xabi Alonso, Bellamy e Fowler.
Grandes Penalidades: Zenden, Xabi Alonso, Gerrard e Kuyt.

Chelsea FC: Cech, Paulo Ferreira, Essien, John Terry e Ashley Cole, Makelele, Obi Mikel e Frank Lampard, Kalou, Joe Cole e Drogba.
Treinador: José Mourinho. Jogaram ainda: Robben, Wright-Phillips e Gérémi.
Grandes Penalidades: Robben, Lampard e Gérémi.

O Chelsea voltou a perder uma oportunidade de chegar á final da Champions League, e novamente frente ao Liverpool. Desta feita, o resultado da eliminatória foi encontrado, através da marca das grandes penalidades.

Imagem do jogo: Drogba perdido entre os jogadores do Liverpool


Para este jogo, Mourinho estava impedido de usar três dos jogadores mais influentes do plantel blue. Ricardo Carvalho, que se lesionou no jogo frente ao Bolton, Ballack e Shevchenko. Estas lesões originaram alterações no onze e no esquema de jogo, tendo o Chelsea surgido em 4x3x3, com Makelele, Obi Mikel e Lampard no meio campo, o recuo de Essien para central e Joe Cole, Kalou e Drogba na frente. Paulo Ferreira foi o único português titular, e Hilário esteve na bancada.
Do lado do Liverpool, Benítez jogou num 4x4x2 classico, com Mancherano e Gerrard no miolo, com o argentino mais recuado que o internacional inglês e com Zenden e Pennant nas alas a apoiarem o regressado Crouch e Dirk Kuyt. Desta feita, Xabi Alonso começou o jogo no banco de suplentes, assim como Bellamy e Arbeola, em relação ao jogo da primeira mão.
O jogo começou, como sería de esperar, com o Liverpool ao ataque. Este ataque foi ao início algo consentido pelo Chelsea, tentando depois sair em contra-ataque, mas aos poucos o Liverpool foi mesmo tomando conta dos acontecimentos, empurrando os blues para a sua área. Com um futebol apoiado, e lateralizado, aproveitando as subidas dos laterais, Finnan e Riise, o Liverpool foi a primeira equipa a chegar perto da baliza adversária criando algum perígo, resolvido por Terry e Essien. O Chelsea desde cedo, apostou num futebol directo, fruto de um meio campo muito recuado e sem criatividade. Aos 14 minutos surge uma excelente oportunidade de golo para os blues, com Drogba a ser lançado em profundidade, e conseguir centrar para a ára, onde só estava Kalou. Carragher bem posicionado, evitou que a bola chegasse ao avançado do Chelsea. Sem surpresas, o Liverpool chega ao golo ao minuto 21. Lance estudado na marcação de um lívre descaído para a esquerda do ataque red, com toda a gente á espera que Gerrard centra-se para a área, mas este deu em Agger, que sem marcação na cabeça da área rematou para o fundo das redes de Cech. Este golo empatou a elimatória e foi o coroar de uma excelente entrada da equipa de Rafa Benítez.
Com o passar do tempo e após o golo, o Liverpool desceu a intensidade de jogo, que foi bastante forte no início, e passou a jogar numa toada mais baixa, esperando pela equipa do Chelsea, que nunca chegou a assustar Reina na primeira meia hora. Aos 30 minutos de jogo, a equipa de Mourinho ainda não tinha rematado á baliza, e a posse de bola era esmagadora para o Liverpool.
Mas á entrada do último quarto de hora da primeira parte, o Chelsea tentou modíficar um pouco a forma de jogar, mas faltava sempre qualquer coisa. O futebol era lento, Makelele e Mikel estava a jogar lado a lado, e Lampard ficava desamparado na frente, não houve ligação de sectores e as transições defesa-ataque eram muito lentas, porque Mikel, que esteve irreprensível a defender, não conseguia imprimir velocidade na saida para o ataque, o mesmo se passando com Makelele. Mas ainda assim o primeiro remate á baliza de Reina surgiu ao minuto 32, com Drogba a proporcionar uma boa defesa ao guardião espanhol, depois de lancado mais uma vez em profundidade. Nos últimos minutos do primeiro tempo, o Chelsea conseguiu ocupar o meio campo do Liverpool, e conseguiu ganhar alguns cantos, e alguns lívres que foram levando algum perígo á baliza de Reina.


Mourinho

No segundo tempo, o Chelsea entrou ligeiramente melhor, mas aos poucos foi perdendo novamente o controlo do jogo para o Liverpool, que nunca abandonou a sua forma de jogar. Os homens de Benítez estiveram irreprensíveis na forma como defenderam e sobretudo, como saíram para o ataque. Sempre que os homens do Chelsea tinham a bola, o Liverpool defendia com 8 jogadores, ou seja, Pennant, Gerrard, Mascherano e Zenden, formavam uma linha de quatro á frente da defesa, o que deixava o Chelsea sem espaços e sem capacidade para pensar, ainda por cima com menos homens nessa zona do terreno. Quando o Liverpool tinha a bola, o futebol era apoiado e lateralizado, aproveitando as subidas dos laterais, ora Finnan, ora Riise, ou então através das acções de Zenden e Pennant. E foi assim que o Liverpool dispôs de uma excelente oportunidade logo a abrir o segundo tempo. Pennant ganhou a bola depois de uma excelente triangulação com Gerrard e Finnan, e centrou para a área, onde Crouch saltou mais alto que os defesas blues e conseguiu cabecear, com Cech a defender por instinto com as pernas. Minutos depois, aos 58, foi a vêz de Kuyt lançar o pânico na área blue. Desta feita o cruzamento surgiu da esquerda, com Riise a pôr a bola na cabeça de Kuyt, com o holandês a rematar á barra da baliza de Cech.
Até este momento o Chelsea não tinha surgido com perígo na ára contrária, pois não teve argumentos para tal. Os laterais, Paulo Ferreira e Ashley Cole, estiveram sempre presos á sua posição devido as constantes subidas dos laterais adversários ou então dos alas, o meio campo estava orfão de um elemento que fizesse as transições ofensivas com alguma rapidez, e aqui Essien e Ballack seríam fundamentais, e sobretudo, o Chelsea necessitava de alguém que jogasse com rapidez. Joe Cole e Kalou tetaram fazê-lo durante os primeiros 45 minutos, mas as suas acções cairam em saco roto, devido ao recuo da equipa. No segundo tempo, as coisas passaram-se mais ou menos da mesma forma. O Chelsea apenas começou a criar perígo quando Ashley Cole começou a conseguir libertar-se da acção de Pennant e começou a subir pelo seu flanco, criando desiquilíbrios. Aos 75 minutos de jogo, Drogba podería ter feito o golo, após uma subida do lateral, que ganhou a linha e centrou atrasado, para a entrada do marfinense. Este só não marcou, porque Carragher mais uma vêz acompanhou o lance e conseguiu desviar para canto, que o árbitro transformou em pontapé de baliza. Benítez percebeu que o extremo direito, Pennant, já tinha estourado e retirou-o de campo, fazendo entrar Xabi Alonso, que caíu na zona de Ashley Cole, estancando-o novamente. Drogba voltou a estar perto do golo ao minuto 84, depois de uma investida de Essien (que falta fêz no meio campo), com o marfinênse a não chegar á bola por centímetros, com mérito para Reina que foi rápido a sair á bola. O prolongamento adivinhava-se, tanto mais que Mourinho ainda não tinha feito nenhuma alteração.
No prolongamento vimos mais do mesmo. O Liverpool a tentar evitar as grandes penalidades e o Chelsea a tentar levar o jogo para essa fase. E por pouco que os homens de Benítez não conseguiam evitar esse desfecho. Aos 97 minutos, Kuyt teve o golo nos pés, depois de conseguir isolar-se a passe de Gerrard, mas não conseguiu contornar Cech. No entanto o árbitro já tinha anulado o lance por fora de jogo do atacante holandês. Ao minuto 100, Kuyt introduz mesmo a bola na baliza de Cech, na recarga a um remate de Xabi Alonso do meio da rua. O árbitro voltou a anular o lance, desta feita mal, pois Kuyt estava em linha no momento do remate do companheiro. Entretanto, Mourinho tinha já lançado Robben no lugar de Joe Cole, na tentatíva de dar mais velocidade ao ataque blue. Mais tarde lançaría também Wright-Philips para o lugar de Kalou. E foi dos pés de Wright-Phillips que saíu a melhor oportunidade de golo para o Chelsea. A cinco minutos do fim do prolongamento, Essien progredíu no terreno e deixou no pequeno extremo blue, que centrou para a área, onde Drogba, já pressionado pelo defesa, não conseguiu emendar para golo. Antes do final da partida, Kuyt voltou a dispôr de uma chance para marcar, depois de servido por Fowler, que tinha acabado de entrar, mas o remate do holandês foi parado por Cech. Nas grandes penalidades, o héroi foi Reina, que conseguiu defender duas penalidades, apontadas por Robben e por Gérémi, com o Liverpool a não falhar nenhuma. Com este resultado, o Liverpool é o primeiro finalista da Champions League, atingindo assim a sua 7 final, a segunda em três anos, podendo reeditar o duelo de 2005, frente ao AC Milan.

Festa dos vencedores: Reina defendeu duas grandes penalidades

No final da partida, Mourinho disse que o Chelsea tinha sido melhor que o adversário: «Há pouco a dizer. O Chelsea tem vários motivos para ter orgulho em si mesmo. Hoje fomos a melhor equipa, frente a um adversário que só joga na Liga dos Campeões.
No prolongamento fomos os únicos a lutar pela vitória. Mas o futebol é assim, não marcámos e, por isso, não estamos na final. Dentro de dez anos, ninguém se lembrará que podíamos ter ganho por 3-0 na primeira mão. As pessoas recordar-se-ão apenas da final, seja Liverpool-Milan ou Liverpool-Manchester United.
Os meus jogadores fizeram um excelente percurso na Liga dos Campeões. Agora, têm de tentar ser ainda mais fortes.»


Declarações de Mourinho retiradas do site Maisfutebol

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quinta-feira, abril 26, 2007

Chelsea FC 1-0 Liverpool

Depois de algum tempo de ausência, devido a alguns problemas com net e com pc, estou de voltas para continuar a fazer os resumos dos jogos do grande Chelsea FC.
Depois de dois jogos na semana passada, em que os blues arrecadaram uma vitória e um empate, sendo que esse empate, frente ao Newcastle, acaba por saber a pouco. É que nessa mesma jornada, o Manchester United também cedeu pontos frente ao Middlesbrough. Mas ainda assim o Chelsea mantém a desvantagem de 3 pontos, que pode recuperar na recepção á equipa de Alex Ferguson e Cristiano Ronal, no início do próximo mês.
Mas vamo ao jogo que interessa, que foi o jogo de ontém entre Chelsea e Liverpool, a contar para as meias finais da Champions League, e que acabaou com vitória do Chelsea, muito importante, por 1-0, com o golo a ser apontado por Joe Cole, ainda no decorrer do primeiro tempo. Finalmente, o Chelsea consegue vencer o Liverpool para a Champions League, uma vêz que nas três anteriores oportunidades, os resultados tinham-se pautado por três empates a zero e uma vitória do Liverpool, precisamente nesta fase da prova, na época 04/05. Como não tive oportunidade de ver o jogo de ontém, devido a compromissos pessoais, apenas vou deixar a minha apreicação do que ví no resumo.
A jogar em 4x3x3, e sem Ballack devido á lesão deste no jogo de fim de semana, frente ao Newcastle, Mourinho viu-se forçado a um meio campo de força, com Makelele, Mikel e Lampard. Na frente de ataque, Joe Cole jogou de início, Drogba e Shevchenko. Na defesa, Paulo Ferreira e Ricardo Carvalho foram títulares, assim como Terry e Ashley Cole. A baliza foi de Petr Cech. O Chelsea foi a equipa que mais dominou desde o início da partida, obrigando a equipa de Liverpool a jogar em contra-ataque, e encostando-a a sua grande área. Sem surpresas, a primeira ocasião de golo surgiu para o Chelsea, logo aos 8 minutos, depois de Reina ter defendido um remate de Frank Lampard. O Liverpool tentava responder, mas a luta a meio campo era sempre ganha pelos homens do Chelsea, príncipalmente por Makelele, que esteve bem no capítulo posicional. O golo do Chelsea surgiu então sem surpresas, ao minuto 29. A jogada começa numa tentatíva do Liverpool de chegar á área, mas tudo muito confuso. Ricardo Carvalho acaba por ganhar a bola e inícia o contra-ataque, progredindo alguns metros com a bola e depois desmarcando Drogba, que ganhou ao defesa do Liverpool, neste caso, a Agger e centrou para o centro da área, onde apareceu Joe Cole, mais rápido que toda a defesa, a bater um desamparado Reina. O intervalo chegou, sem que os comandados de Rafa Benítez tivessem incomodado o guardião do Chelsea.
Mas no segundo tempo as coisas foram ligeiramente diferentes. Benítez deixou Craig Bellamy no balneareo e fez entrar o gigante Peter Crouch, e o Liverpool ganhou com isso. Logo na reabertura, Cech, teve que se aplicar a remate de Gerrard, que levava selo de golo. Ainda assim o Liverpool não conseguiu não conseguia criar grandes oportunidades de golo, pois o meio campo londrino cubria bem e não deixava as unidades do Liverpool pensarem muito com bola. Devido a esse factor, o Chelsea dispôs de nova ocasião, já perto do final do jogo e novamente por Lampard, que obrigou Reina a defesa apertada, após remate potente a passe de Drogba. O marfinênse teve na cabeça o 2-0, na sequência de um canto, já nos descontos, mas o cabeceamento saiu ao lado da baliza. Com este resultado o Chelsea leva vantagem para Anfield Road, e parece cada vez mais certo que disputará a final, frente ao manchester United, que tinha vencido na vespera o AC Milan.


Estádio: Stamford Bridge
Espectadores: 39.483
Árbitro: Markus Merk (Alemanha)


Chelsea FC: Cech Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, John Terry e Ashley Cole, Makelele, Mikel e Lampard Joe Cole, Drogba e Shevchenko.
Treinador: José Mourinho. Jogaram ainda: Wright-Phillips e Kalou
Liverpool: Reina, Arbeloa, Carragher, Agger e Riise; Mascherano, Xabi Alonso e Gerrard, Zenden, Bellamy e Kuyt.
Treinador: Rafa Benítez. Jogaram ainda: Crouch e Pennant.

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quarta-feira, abril 11, 2007

Valência CF 1-2 Chelsea FC

Estádio: Mestalla
Espectadores: 48.000
Árbitro: Kyros Vassaras (Grécia)

Valência CF: Cañizares, Miguel, Ayala, Moretti e Del Horno, Joaquín, Albiol, Albelda e Silva, David Villa e Morientes.
Treinador: Quique Flores. Jogaram ainda: Angulo e Hugo Viana.

Chelsea FC: Cech, Diarra, Ricardo Carvalho, John Terry e Ashley Cole, Mikel, Essien, Lampard e Ballack, Shevchenko e Drogba.
Treinador: José Mourinho. Jogaram ainda: Joe Cole, Makelele e Kalou.


O Chelsea venceu em Mestalla, perante 48 mil espectadores, o que dá desde logo acesso á meia-final da competição onde deverá encontrar o Liverpool, reeditando assim o confronto de 04/05, onde os Reds venceram os blues, através de um golo fantasma de Luís García.

Noite de regressos no Chelsea. Essien voltou a jogar depois de se ter lesionado na Carling Cup e Joe Cole também voltou a ser utilizado. Mourinho utilizou o 4x4x2 em losango, com toda a artilharía no miolo: Mikel, Essien, Lampard e Ballack. Ricardo Carvalho foi o único português a ser utilizado e Hilário não se sentou no banco. Do lado do Valência, Morientes voltou ao onze, relegando para o banco Vicente, que actuou no jogo da primeira mão.
O jogo começou com algumas cautelas de ambos os lados, pois os treinadores estavam cientes que um golo cedo podería alterar o rumo do jogo. Mas ainda assim coube ao Chelsea as primeiras situações de algum perígo, sendo que foram através de pontapés de canto apontados por Frank Lampard. Primeiro foi ricardo Carvalho, aos 16 minutos de jogo, mas o cabeceamento do central português saiu ao lado, e depois sería Michael Ballack a cabecear á figura de Cañizares 4 minutos depois. Após algum período de estudo de ambas as equipas, o Valência começou a tentar chegar mais próximo da baliza de Cech e aos 29 minutos de jogo, Morientes tem a primeira grande oportunidade de golo da partida, ao atirar do meio da rua ao poste da baliza do Chelsea. Estava dado o mote para o que aconteceu minutos depois. Aos 31 minutos, o Valência chegou ao golo, á semelhança do que aconteceu no jogo da primeira mão, um pouco contra a corrente do jogo. Joaquín cruzou da direita do ataque, e David Villa levou os centrais com ele, aparecendo nas costas Morientes, que rematou cruzado apanhando Cech em contrapé. Estava feito o 1-0 e era a explosão de alegría no Mestalla. O Valência procurava chegar a sua terceira final na Champions depois de ter sido derrotado duas vezes consequtivas, uma pelo Real Madrid, outra pelo Bayern de Munique.
O Valência que já vinha tendo algum ascendente, quase que chega ao segundo golo minutos depois e novamente por Morientes, valendo no caso Ashley Cole que se atravessou no caminho da bola, evitando assim males maiores para os Blues. O Chelsea acabou por ficar um pouco desorientado e denotou algumas dificuldades para penetrar na bem organizada defesa do Valência, que com Ayala e Moretti em grande, foram evitando males maiores para os valêncianos, com os jogadores do Chelsea a verem-se obrigados a rematar de longe para criar algum perígo. Foi assim que Lampard assusotu Cañizares ao minuto 36 da partida. Mas o grande momento do primeiro tempo ficou guardado para o minuto 40, quando Drogba consegue cabecear nas alturas ganhando a Ayala, após cruzamento de Ashley Cole da esquerda. O guardião espanhol com uma palmada evitou o golo do marfinênse, fazendo a primeira de duas grandes defesas ontém á noite. O intervalo chegou pouco depois, com o Chelsea a correr atrás do resultado e já com algum ascedente na partida.

No reatamento, Mourinho alterou um pouco as posições na equipa e o esquema de jogo. Retirou o apagado Diarra e fez entrar Joe Cole, promovendo assim mais um regresso á competição. Desde logo o sistema de jogo adoptado foi o 4x3x3, com Essien a recuar para defesa direito e Cole a posicionar-se mais á esquerda, com Shevchenko a cair na direita e Drogba no eixo do ataque. Esta alteração proporcionou o domnío completo do jogo ao Chelsea, que durante toda a segunda parte foi demolidor nesse sentido.
Esse domínio foi mais evidente após o golo da igualdade, conseguido ao minuto 52, por Shevchenko. Essien marca uma falta no lado direito do ataque blue e Drgoba tentou ganhar na área a Ayala, mas a bola acabou por sobrar para o ucrâniano, que na cara de Cañizares atirou a contar.
Com a eliminatória empatada, o Chelsea acabou então por se instalar no meio campo da equipa da casa, beneficiando do recuo do Valência, devido ao medo de sofrer um segundo golo que alteraría por completo o curso da eliminatoria. O Chelsea aproveitou para esplanar todo o seu futebol e Shevchenko voltou a dispôr de uma oportunidade para marcar, mas o remate saiu um nada ao lado da baliza de Cañizares, ficando a impressão de que sería pontapé de canto.
Quique Flores tentou reforçar o meio campo do Valência, claramente em perda para o do Chelsea, e retirou Morientes de campo, fazendo entrar Angulo para o seu lugar. Esta substituição permitiu ao Chelsea crescer ainda mais, pois proporcionou algumas subidas de Terry ou Ricardo Carvalho, criando algumas descompensações na área do Valência. Mais tarde, Quique Flores viu-se obrigado a retirar de campo Albiol, que saiu lesionado, e fez entar para o seu lugar Hugo Viana. Antes disso, o Chelsea voltou a ter uma oportunidade para marcar, mas o remate de Drogba saiu frouxo e á figura de Cañizares.
Nesta altura do desafio, o Valência pouco ou nada fazia no ataque, e omelhor que conseguiu foi um remate de Angulo, mas a a bola saiu ao lado da baliza de Cech. Já perto do minuto 85, surge então a outra grande defesa da noite para Cañizares. Falta na zona frontal do ataque blue, apontada por Frank Lampard. Ballack saltou mais alto que os defesas do Valência e desviou de cabeça com o guardião Che a voar para nova grande defesa com apenas uma mão, fazendo a bola subir e acabar por sair para canto. Resta dizer, que todo o estádio aplaudiu de pé (!) a acção do guardião. Do canto nada a registar.
Mas o balde de água fria, gelada mesmo, estava guardado para o minuto 90. Quando toda a gente esperva o prolongamento, até porque Mourinho ainda só tinha feito uma alteração, precisamente a de Joe Cole, prevendo que essa situação pudesse acontecer, eis que surge o segundo golo do Chelsea, que acabou logo ali com a eliminatória. Jogada de contra-ataque, que culminou com um potente remate de Essien, já de angulo algo apertado, após passe de Shevchenko. Nesta situação, Cañizares não fica totalmente isento de culpas, tendo como atenuante o facto de a bola ter batido no chão á sua frente antes de entrar na baliza. Mas o guardião podería ter feito algo mais. Este golo deitou por terra as aspirações do Valência, que tería que marcar dois golos num curto espaço de tempo, para poder seguir em frente. Sabendo disso e da quase impossíbilidade de acontecer, muitos adeptos do Valência foram abandonando as bancadas do Mestalla antes do apito final, descontentes com o desfecho do jogo e da eliminatória. No terreno, Mourinho geriu da melhor forma os minutos de jogo que restavam, fazendo as duas alterações que ainda tinha, deixando Makelele e Kalou participarem nos festejos da passagem ás meias finais da prova. O jogo terminou pouco depois, com os jogadores blues a fazerem a festa, assim como os seus responsáveis. O Chelsea vai agora encontrar muito provavelmente o Liverpool, que tráz uma vantagem de três golos da Holanda, após vitória sobre o PSV, por 0-3. Este jogo pode servir para Mourinho vingar a eliminação aos pés do Liverpool em 04/05, que acabou por consagrar a equipa de Rafa Benitez como Campeões da Europa nesse ano, mas o Chelsea sentiu-se lesado, pois o golo da equipa Red que deu a passagem á final, afinal não tinha entrado.

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sexta-feira, março 09, 2007

Sorteio dos Quartos-de-final da Champions League


Realizou-se hoje o sorteio dos quartos-de-final da Champions League, e determinou alguns jogos interessantes. Desde logo, o Chelsea vai defrontar o Valência, que eliminou o Inter de Milão na passada terça-feira, com o jogo a acabar na batalha campal que todos viram. Mas não é só este jogo que ficou definido. Também já se ficou a saber quem poderá ser o adversário das meias-finais, caso o Chelsea siga em frente. Será o vencedor da eliminatória entre o PSV de Koeman e o Liverpool, o que sería um reencontro, depois de já ter sido o jogo das meias-finais da época 04/05, que cúlminaria com a vitória do Liverpool na final, sobre o Milan AC, depois do golo fantasma de Luís García em Anfield Road.


O quadro completo dos jogos é o seguinte:

1 AC Milan v FC Bayern München
2 PSV Eindhoven v Liverpool FC
3 AS Roma v Manchester United FC
4 Chelsea FC v Valencia CF

Meias-finais da UEFA Champions League 2006/07. 1ª mão: 24/25 de Abril, 2ª mão: 01/02 de Maio

1 Vencedor do quarto-de-final 4 v Vencedor do quarto-de-final 2
2 Vencedor do quarto-de-final 3 v Vencedor do quarto-de-final 1

Final da UEFA Champions League 2006/07, Estádio Olímpico, Atenas, Quarta-feira, 23 de Maio
Vencedor da meia-final 2 v Vencedor da meia-final 1

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quarta-feira, março 07, 2007

Chelsea FC 2-1 FC Porto (3-2)

Estádio: Stamford Bridge
Espectadores: 39.041
Árbitro: Roberto Rosetti


Chelsea FC: Cech, Diarra, Essien, Ricardo Carvalho e Ashley Cole, Makelele, Ballack e Lampard, Robben, Drogba e Shevchenko
Treinador: José Mourinho. Jogaram ainda: Mikel, Paulo Ferreira e Kalou

FC Porto: Helton, Fucile, Pepe, Bruno Alves e Ricardo Costa, Paulo Assunção, Raul Meireles, Marek Cech e Lucho Gonzales, Quaresma e Lisandro Lopez.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Ibson, Adriano e Bruno Moraes.

O Chelsea venceu no novo relvado de Stamford Bridge e segue em frente para os Quartos-de-Final da Champions League. Mas a eliminatória esteve complicada...

José Mourinho já tinha dito que o jogo sería bastante difícil, mas provavelmente não esperava, ao fim dos primeiros 45 minutos, estar practicamente fora da fase seguinte da Champions. O treinador português foi mais cedo para os balneareos, e os jogadores rectificaram a exibição na segunda parte e conseguiram dar a volta ao marcador.
Mourinho usou o onze que venceu o Portsmouth, com Ashley Cole novamente á esquerda e Essien no eixo defensivo. Robben também foi titular e esteve em bom plano.
Jesualdo surpreendeu um pouco, fazendo algumas alterações, tanto no onze, como a nível táctico. O treinador dos azuis e brancos fez alinhar Fucile na direita, face a ausência de Bosingwa, mas do lado esquerdo jogou Ricardo Costa. O miolo do terreno também sofreu alterações, pois Jesualdo promoveu o losango, com Marek Cech na esquerda, Raul Meireles na direita, Paulo Assunção foi o trinco e Lucho fez de número dez, com outra surpresa na frente de ataque, onde jogaram Quaresma e Lisandro Lopes, tendo Adriano ficado no banco, ele que vinha marcando a três jogos consequtivos pelo FC Porto.
O esquema de Jesualdo deixou a entender uma vontade do FC Porto de jogar em contra-ataque, dando a iníciativa de jogo ao Chelsea, como se veio a verificar, tentando servir os homens da frente, através de lancamentos rápidos, tentando aproveitar a velocidade de ambos. Os primeiros minutos foram de algum estudo entre ambos os conjuntos, embora o Chelsea tenha estado mais perigoso. Logo no primeiro minuto, Shevchenko teve oportunidade de bisar a baliza de Helton, mas o remate saiu um nada por cima. O FC Porto teve o primeiro remate apenas aos 10 minutos de jogo, por intermédio de Lucho, mas sem problemas para Cech.
O FC Porto chegou ao golo cedo, logo ao minuto 15, através de Quaresma. A jogada é iniciada na defesa, com um alivio de Fucile, a bola chega aos pés de Lisandro que deu em Lucho e este de primeira serviu Quaresma, que sem marcação entre os centrais, conseguiu fugir e á saida de Cech, fez a bola passar por baixo do guardião. Era a explosão de alegría dos cerca de 3300 adeptos do FC Porto que se deslocaram Londres. Os adeptos do Chelsea esfriaram e acabaram por se calar. A seguir ao golo o Chelsea perdeu um pouco o norte, e a actuação do conjunto blue durante largos minutos, foi nervosa, com vários passes falhados a proporcionar ao FC Porto alguns lancamentos longos. O FC Porto começou a recuar um pouco, e o Chelsea cresceu á partir dos 25 minutos de jogo. Neste período o Chelsea dispôs de algumas boas oportunidades de golo, nomeadamente devido á intervenção de Ashley Cole, que começou a subir mais o que permitiu ao Chelsea jogar pelas alas, algo que ainda não tinha feito. O futebol blue era canalizado pelo miolo do terreno, onde existia muita gente, com Paulo Assunção em grande, evitando muitas jogadas de perigo para a sua baliza. Aos 24 minutos o Chelsea dispôs da primeira boa oportunidade de golo, com Cole a centrar e Drogba a deixar passar para Shevchenko, que falhou o remate. Na recarga, Drogba atirou por cima da baliza. Aos 30 minutos, novamente oChelsea e novamente Cole, com o centro a nãochegar a Ballack, que se preparava para marcar, não fôsse a intervenção providencial de Ricardo Costa. No minuto seguinte, os blues voltaram a ter o golo nos pés, mas Lampard rematou frouxo a passe de Shevchenko. Este período até ao intervalo pertenceu por completo ao Chelsea, com o FC Porto apenas a jogar em contra-ataque e em lancamentos longos, bem resolvidos, ora por Essien, ora por Ricardo Carvalho. O FC Porto, não consegiu criar mais nenhuma oportunidade de golo durante o primeiro tempo, fruto da ausência de um jogador que ficasse entre os centrais. Quaresma nãofoi o jogador do Dragão, e apenas teve o lance do golo como cartão de visita. O Chelsea acabou a primeira parte por cima do FC Porto, mas ainda assim não se livraram de um coro de assobos do público presente nas bancadas. Mourinho saiu para os balneareos, ainda antes do apito final do árbitro, mostrando todo o seu descontentamento, assim como Roman Abramovich.
No reatamento a equipa surgiu diferente. Makelele ficou no balneareo, não esteve em bom plano como já tinha acontecido no Dragão e para o seu lugar entrou Obi Mikel, que veio trazer outra segurança á zona mais recuada do Chelsea. Jesualdo não fêz nenhuma alteração.
Antes do apito do árbitro, Drogba pediu com veemência o apoio do público que foi correspondendo.
Logo no segundo minuto do segundo tempo, surgiu o golo do Chelsea, que alterou por completo o desenrrolar do jogo. Robben veio da esquerda para a direita com a bola, combinou com Diarra, e de forma inesperada, rematou á baliza de Helton, que teve o momento negor da noite, ao abordar mal a bola deixandoa escapar por cima dele permitindo ao Chelsea empatar a partida.
Galvanizados pelo golo, os jogadores do Chelsea partiram para cima do FC Porto não deixando os jogadores azuis e brancos respirarem. Logo de seguida Mikel tentou a sorte de longe, mas a bola saiu por cima da baliza de Helton. Jesualdo alterou logo o figurino da equipa, voltando ao 4x3x3, retirando Raul Meireles e Cech, fazendo entrar Ibson e Adriano. Quaresma voltou á esquerda e Lisandro á direita, com Paulo Assunção, Ibson e Lucho no miolo. Este esquema refreou um pouco os animos do Chelsea, que deixou de ser tão pressionante durante alguns minutos. Neste período Quaresma tentou surgir na partida e logo arrancou um amarelo a Diarra, por entrada dura deste. Mourinho percebeu que tinha que mexer e mandou Paulo Ferreira aquecer.
A forma de jogar do FC Porto não se alterou muito, e os lancamentos longos continuaram, tendo muitos acabado nas mãos de Cech, ou bem resolvidos pela defesa blue.
O Chelsea voltou a ser mais pressionante e nesta fase surge o período negro de Helton no jogo, com sucessívos erros que poderíam ter comprometido mais cedo o conjunto azul e branco. O lance de golo marcou claramente o guardião portista, que no fim da partida assumiu as culpas no lance do golo.
A um quarto de hora do fim, o Chelsea vira o marcador. Jogada mais uma vez iniciada por Ashley Cole que centrou para área, onde Drogba assistiu Shevchenko de cabeça e o ucraniâno assistiu Ballack, também de cabeça, para o alemão rematar lívre de marcação e de primeira, para o golo. Foi a primeira e única falha dos centrais portistas, que até esse momento, não tinham dado practicamente espaço nenhum tanto a Drogba, como a Shevchenko.
O FC Porto tentou responder, pois bastaría um golo para modificar o rumo da eliminatória, e Jesualdo fez logo entrar Bruno Moraes para o lugar de Lisandro, passando a jogar com dois pontas de lança. O FC Porto tentou chegar ao golo, na marcação de um lívre, mas sería o Chelsea a criar perígo no seguimento da jogada, com Shevchenko a arrancar e a ser mais rápido que Fucile, sendo no entanto, Ricardo Costa providêncial no corte da jogada, quando a bola já seguia para Robben. No último minuto, o FC Porto dispôs de mais uma situação de perígo, sendo neste caso Paulo Ferreira o salvador, tendo impedido a bola de chegar a Adriano, que já se preparava para fuzilar. Minutos depois o jogo chegou ao fim, com os jogadores do Chelsea a fazerem a festa, e nas bancadas o sorriso de Abramovich deixou claro que o resultado foi bom, mas difícil de conseguir.

Comentário Final

No conjunto das duas mãos, podemos verificar que o Chelsea foi mais forte. E foi mais forte na contenção do jogo e na posse de bola. No jogo do Dragão, a entrada de Mikel ao intervalo permitiu ao Chelsea gerir com calma o 1-1 e manter a bola longe da baliza. O jogador nigeriano é mais forte que Makelele, que parece estar a perder fulgor. Neste jogo, a entrada de Mikel voltou a ser importante, pois permitiu estancar agumas tentativas do FC Porto de chegar á baliza de Cech, pelo centro do terreno, uma vez que Makelele voltou a estar abaixo daquilo que nos habituou. Jesualdo no jogo da primeira mão foi mais astuto do que neste jogo, embora o esquema de 4x4x2 usado na primeira parte e até ao lance do golo, tivesse resultado em pleno, embora o FC Porto apenas tenha criado uma situação clara de golo, que por coincidência deu golo. Lucho foi importante pois jogou na posição do dez, função que desempenhou com esclarecimento, sendo dele o passe para Quaresma marcar. Após o golo do Chelsea, o FC Porto desorganizou-se um pouco, e de volta ao 4x3x3 permitiu mais espaços, o que não tinha acontecido no primeiro tempo, o que permitiu que Robben, Lampard e Ballack pudessem surgir mais vezes na zona de remate. Um jogador importante no lado dos blues foi Ashley Cole. Dos pés dele sairam os lances mais perígosos do Chelsea no primeiro tempo, e foi dos pés dele que saiu o lance do golo. Sempre que o Chelsea explorou o lado direito da defesa portista, criou bastante perigo, pois Fucile não é igual a Bosingwa.

O Melhor em Campo

Destaco dois jogadores:

* Paulo Assunção. Excelente exibição, principalmente no primeiro tempo. No vértice defensivo do losango portista, foi o jogador mais influente, tendo sido a sombra de Ballack, Lampard e de Drogba quando estes tentava jogar pelo miolo do terreno. Uma exibição bastante segura de um jogador que tem uma preponderância bastante grande na equipa de Jesualdo.

* Robben. O jogador holandês é um desiquilibrador nato. No primeiro tempo deixou em água a cabeça de Fucile, pois os seus dribles e velocidad, são estonteantes. O futebol do Chelsea é mais rápido com o extremo em campo e isso foi notório no jogo da primeira mão e neste também. No lance do golo mostrou toda a sua capacidade de improviso, tendo flectido da esquerda para a direita e depois, quando ningém esperava e com uma nesga de terreno, atirou a contar, contando também com a ajuda de Helton.

O Positivo do Jogo

* Embora ache que foi conservador de mais, o esquema usado pelo FC Porto resultou em pleno no primeiro tempo. A ausência de um ponta de lança para marcar deixou os centrais do Chelsea um pouco confusos, deixando espaços para Quaresma e Lisandro, que nunca estiveram fixos, aproveitarem. Foi assim no lance do golo portista e continuou durante mais alguns minutos, até ser o próprio FC Porto a recuar um pouco, em função da vantagem obtida.

* A presença de 3300 adeptos do FC Porto deixou bem clara a confiança que tinham na equipa. Não é todos os dias que se calam os adeptos ingleses.

* A imagem do FC Porto saiu reforçada deste encontro, tendo vendido cara a derrota. Sucumbiu por um erro do guarda-redes, mas deixou sempre a imagem de uma equipa segura, aguerrida e lutadora, que podería ter passado aos quartos, caso tivesse tido mais sorte.

O Negativo do Jogo

* O frango de Helton. O guarda-redes portista acabou por afundar a moral da equipa e estar ligado á eliminação do FC Porto. No entanto é de enaltecer o assumir de responsabilidades por parte do jogador.

O Árbitro

Roberto Rosetti, não esteve mal, tendo no entanto, favorecido o Chelsea mais no segundo tempo. O jogo foi correcto e não teve muitas situações duvidosas, mas penso que podería ter havido mais cartões amarelos para jogadores do Chelsea no segundo tempo. No lance em que Robben pede grande penalidade, parece-me justa a apreciação do lance, logo, bem mostrado o cartão amarelo ao extremo holandês.

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terça-feira, março 06, 2007

Chelsea FC - FC Porto - Champions League, 2ª mão.

Disputa-se hoje a segunda mão dos oitavos de final da Champios League, Em Stamford Bridge. O resultado da primeira mão, até é favorável ao Chelsea, pois o empate averbado no Dragão, deixa a equipa de Mourinho descançada. O treinador português não poderá contar com John terry, que não conseguiu recuperar plenamente da lesão contraida na final da Carling Cup, e por isso deverá ser Essien a manter o lugar ao lado de Ricardo Carvalho no eixo defensivo, promovendo assim o 4x3x3, como esquema táctico a ser usado. Robben deverá ser titular, assim como Drogba e Shevchenko na frente, no miolo do terreno, Mekelele, Ballack e Lampard, e na defesa Ashley Cole deve regressar ao onze, ele que foi fundamental na vitória sobre o Portsmouth, com duas assistências para golo e do lado direito deverá permanecer Diarra.




Em declarações á comunicação sócial, Mourinho disse que não se sente pressionado para este jogo: "Isso não me preocupa. Nada me preocupa: respeito o clube, respeito o meu trabalho e o trabalho dos outros. Sei que os outros jogadores e treinadores também têm qualidade, mas não tenho medo de nada. Quero é que a minha equipa possa fazer um jogo de qualidade, para podermos continuar na prova. E estou confiante de que vamos consegui-lo e apurar-nos para os quartos-de-final."

Em declarações á RTP, no passado fim de semana, José Mourinho afirmou que o Chelsea era mais forte e que sería o FC Porto a ver os jogos dos Quartos-de-final pela TV, tudo porque o Chelsea manda em Stamford Bridge: "A história diz que em Stamford Bridge manda o Chelsea. São três anos a ganhar quase sempre em casa e a ser mais forte do que os adversários. Sabemos que, se não sofrermos golos, seguimos em frente, mas vamos jogar com o objectivo de marcar, resolver a eliminatória cedo e tornar as coisas mais fáceis para nós", e continuou afirmando: "Estou convencido que vai ser o F.C. Porto a ver os quartos-de-final pela televisão, mas eles devem estar convencidos do contrário. As pessoas querem mostrar que têm força interior e que é possível eliminar equipas teoricamente superiores. Quando eu fui treinador do F.C. Porto também tinha essa noção e eliminei mesmo algumas equipas teoricamente superiores ao Porto, mas a verdade é que o meu Chelsea é superior a este Porto e tem mais hipóteses de seguir em frente".
Sobre Ricardo quaresma, que fez uma excelente primeira parte no Dragão, Mourinho comentou assim: "No Porto o F.C. Porto atreve-se mais e Quaresma teve mais possibilidades de mostrar o seu jogo. Nós fizemos um jogo normal, jogámos o nosso futebol com naturalidade. O Quaresma é bom e precisa de se ter cuidado com ele, mas o Drogba tem decidido muitos jogos, o Shvechenko é perigoso, o Lampard marca muitos golos em Stamford Bridge, por isso também há muito por onde ter cuidado com o Chelsea".

Quanto ao debate de palavras que houve antes do jogo da primeira mão e novamente agora, com Jesualdo Ferreria, Mourinho diz-se tranquilo: "É normal que ele diga isso, eu também estou convencido que vou ganhar. Mau seria se Jesualdo Ferreira não passasse aos jogadores a imagem de iria ganhar. Porém, e tal como já disse antes do primeiro jogo, falar é fácil. Difícil é ganhar. Eu também vou passar a imagem de que vamos ganhar e de que somos melhores. Depois dentro de campo é que se vê".

Do lado do FC Porto, a única baixa importante é Bosingwa, que se lesionou no jogo frente ao SP. de Braga. No seu lugar deverá jogar fucile, voltando assim á posição original, entrando Marek Cech, para a esquerda da defesa. Há novidades na convocatória azul e branca para este jogo, desde logo a inclusão do reforço de inverno Lucas Mareque, o central João Paulo e o médio atacante Jorginho. Lucho, que também esteve em dúvida, recuperou e deverá jogar de início logo á noite.

Jesualdo Ferreira, diz acreditar na passagem á fase seguinte.. refugiando-se na história: "O Chelsea tem a mesma ambição do que nós, se calhar até maior porque investiu muito para ganhar a Liga dos Campeões, e tem quase essa obrigação. O F.C. Porto não a tem, é uma equipa jovem que pretende retomar o caminho do sucesso europeu. Por isso, amanhã prevejo um jogo entre uma grande equipa e uma equipa que quer ser grande, ou entre uma equipa sem história e outra com história."
E continuou, rebatendo a ansiedade, transformando-a em ambição: "Quando eu disse que o F.C. Porto tem grande ambição de ganhar a eliminatória não falei só por mim. Falei por mim, pelos jogadores, a Direcção e os adeptos. O clube tem grande história, particularmente a nível internacional, e é natural que os jogadores sintam alguma ansiedade quando chegam a uma fase adiantada da Liga dos Campeões. Mas o que há é principalmente uma grande ambição e vontade de defende o historial do clube. Por isso vão estar 3300 portugueses nas bancadas. São adeptos que vêm puxados por esta equipa e pelo que ela pode fazer."

A certa altura da conferência de imprensa, Jesualdo foi confrontado com declarações do Special one, que atestam o estatuto de melhor treinador português da actualidade. Jesualdo rebateu dizendo que: "O José Mourinho tem cinco ou seis anos de treinador. Nestes poucos anos construiu uma carreira de muito sucesso. Conseguiu resultados que falam por si e que podem atestá-lo como melhor treinador português de sempre, mas acho que a carreira de treinador, e o Mourinho deve concordar comigo, faz-se ao longo de muitos anos, não apenas cinco ou seis."
E não contrariando essas afirmações, concluiu: "Ele vai precisar de se manter no topo durante mais anos para provar esse estatuto. Sinceramente, eu acho que vai consegui-lo. Nesta altura, e atendendo ao tempo que tem de treinador e aos títulos que conquistou, é nitidamente o melhor português de sempre."
O jogo será transmitido pela RTP1, a partir das 19:45, e o árbitro será o italiano Roberto Rosseti.
As equipas deverão apresentar os seguintes onzes:
Chelsea FC: Cech, Diarra, Essien, Ricardo Carvalho e Ashley Cole, Makelele, Ballack e Lampard, Robben, Drogba e Shevchenko.

FC Porto: Helton, Fucile, Pepe, Bruno Alves e Marek Cech, Paulo Assunção, Lucho Gonzales e Raul Meireles, Quaresma, Lisandro Lopez e Adriano.
Declarações de Jesualdo e Mourinho, retiradas do site Maisfutebol

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quinta-feira, fevereiro 22, 2007

FC Porto 1-1 Chelsea FC

Estádio: Estádio do Dragão
Espectadores: 50.216
Árbitro: Massimo Busaca (Suiça)

FC Porto: Helton, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile, Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho Gonzales, Quaresma, Lisandro Lopez e Hélder Postiga.
Treinador: Jesualdo Ferreira. Jogaram ainda: Marek Cech, Bruno Moraes e Adriano
Chelsea FC: Cech, Diarra, Ricardo Carvalho, John Terry e Wayne Bridge, Makelele, Essien, Lampard e Ballack, Shevchenko e Drogba.
Treinador: José Mourinho. Jogaram ainda: Robben, Obi Mikel e Kalou

A deslocação de Mourinho ao Dragão deu empate. Numa pálida exibição das duas equipas, polvilhadas com momentos de bom futebol, o resultado aceita-se. Em Stamford Bridge, o FC Porto tem que marcar, pois este resultado é desfavoravel.


O jogo não foi muito bonito. Teve momentos de grande intensidade, nomeadamente nos primeiros 20 minutos, mas depois caiu na pasmaceira, até aos minutos finais, altura em que as equipas voltaram a procurar marcar. José Mourinho apresentou a equipa em 4x4x2, e incluiu Diarra no lado direito da defesa, em detrimento de Paulo Ferreira. Ballack voltou a ser titular, depois de não ter jogado no passado fim de semana frente ao Watford, para a Taça de Inglaterra. Na frente, Shevchenko e Drogba formaram a dupla atacante. Do lado do FC Porto, Jesualdo apostou no onze que lhe deu excelentes resultados na fase de grupos da Champions e na primeira volta do campeonato. Fucile surgiu do lado esquerdo da defesa, e Quaresma voltou ao onze, depois de ter ficado de fora, nos jogos frente ao Estrela da Amadora e Naval 1º de Maio.
Os primeiros minutos da partida foram do Chelsea, até ao 5º minuto, altura em que John Terry se lesionou num joelho e teve que abandonar o relvado. Os blues, estiveram largos minutos a jogar com 10 jogadores e o FC Porto cresceu, muito por culpa da genialidade de Quaresma, que foi pondo a cabeça de Diarra em água. Nesse período em que o Chelsea jogou com dez, surgiu o golo dos portistas. A jogada de Hélder Postiga, que no lado esquerdo do ataque, passou por um defesa, e centrou para a área, onde Makelele intercepta a bola mas efectua mal o corte, a bola caiu nos pés de Raul Meireles, que de primeira e de fora da área, bateu Cech, contando ainda com a ajuda de Lampard, pois a bola bateu no jogador do Chelsea antes de entrar na baliza. Era a primeira explosão de alegria dos adeptos do FC Porto, que acorreram em grande número ao estádio. Minutos depois Terry é então substituido por Robben, que até nem foi primeira opção de Mourinho, mas a demora de Obi Mikel no aquecimento, fez com que o extremo holandês entrasse para o lugar do central inglês. E de certa forma esta opção de Mourinho acabou por se revelar fundamental, pois três minutos após a sua entrada, Robben, ganhou uma bola a Bosingwa e assistiu Shevchenko, que isolado rematou forte e cruzado sem hipoteses para Helton. Este golo gelou por completo o Estádio do Dragão, que por largos momentos se calou deixando ouvir os canticos dos cerca de dois mil adeptos do Chelsea que se deslocaram a Portugal. Estavam decorridos 16 minutos de jogo e já tinha havido dois golos, o que deixava antever uma partida de futebol agradável, mas não foi bem assim. A entrada de Robben, potenciou uma alteração táctica, passando o Chelsea a jogarm 4x3x3, com Essien a jogar ao lado de Carvalho e Robben na extrema esquerda, com Drogba a cair mais na direita. Mas o FC Porto não se deixou intimidar e surgiu Quaresma. O extremo portista foi fundamental em quase todas as oortunidades criadas pelo FC Porto, arrancando amarelos a Diarra e a Essien. Aos 19 minutos de jogo, Lisandro teve nos pés o 2-1, mas Cech fez uma defesa enorma, saindo rápidamente aos pés do avançado portista não permitindo que este tivesse muito tempo para rematar. A jogada nasce de uma confusão perto da área blue, com Makelele, mais uma vez, a afastar mal a bola, que caiu nos pés do argentino. A partir dos 20 minutos, o jogo caiu um pouco de intensidade, mas com o Chelsea a tentar dar a volta ao marcador, sempre com Robben em grande, a deixar Bosingwa sempre para trás. Do lado direito, Diarra espreitou algumas vezes o ataque, mas sem sucesso, pois Quaresma prendia-o atrás. Aos 33 minutos, o extremo portista deu um ar da sua graça, na marcação de um lívre em zona frontal, bastante perigoso para as redes de Cech, mas o remate saiu á figura do guarda-redes blue. A cinco minutos do intervalo, surgiu a jogada mais bonita da partida, para o FC Porto. Quaresma ganhou a Diarra, e de trivela, deu em Raul Meireles. O centro campista, deu atrasado em Quaresma que acompanhou o lance e o extremo novamente de trivela efectuou um remate fantastico, que bateu com estrondo na trave da baliza de Cech, que nem se fez á bola. O público no Dragão já gritava o golo, mas a bola acabaría por não entrar. Até ao intervalo, mais um remate de Postiga, num lançamento rápido de Fucile, mas a bola saiu á figura de Cech. O intervalo chegou com o empate a assentar bem, pese embora a maior pressão dos homens de Jesualdo Ferreira sobre o jogador que tinha a bola. O Chelsea, marcava a zona, o que deixava por vezes algum espaço para desmarcações dos jogadores do FC Porto, o que foi causando algum perigo junto da baliza de Cech.


Na segunda parte, o jogo recomeçou com uma surpresa. Robben, que tinha sido influente no primeiro tempo, foi substituido por Obi Mikel, vindo a saber-se mais tarde, que o extremo holandês também saiu lesionado. Com a saida de Robben e a entrada de Mikel, o futebol do Chelsea passou a ser mais lento e pausado, bem ao estilo daquilo que era necessário, uma vez que o 1-1, favorece o Chelsea devido ao golo apontado fora. Mas por outro lado, permitiu a Bosingwa subir mais no terreno, bem ao seu estilo, e criar algumas situações de embaraço, embora o perígo tenha andado longe das duas balizas. O FC Porto, conseguia ainda assim ser súperior, mas Ricardo Quaresma, foi desaparecendo aos poucos, o que retirou alguma magía ao futebol portista, muito por culpa do acerto de Diarra na marcação ao extremo, adquirida aos poucos. Jesualdo Ferreira, tentou tudo por tudo para sair do Dragão com a vitória e aos 55 minutos de jogo, retirou Raul Meireles para fazer entrar Marek Cech, na tentativa de dar mais profundidade ao lado esquerdo do ataque portista, mas o jogador eslovaco, não teve uma boa entrada na partida e passou ao lado do jogo. O primeiro remate a uma das balizas aconteceu ao minuto 64, por Drogba, mas a bola saiu ao lado. Jesualdo voltou a mostrar a vontade de vencer, quando segundos depois fêz entrar Bruno Moraes para o lugar de Fucile, recuando Cech, e ficando com Bruno Moraes, Postiga e Lisandro na frente de ataque e Quaresma a deambular pelo campo. Mas esta substituição também se revelou infrutífera, pois o avançado brasileiro não esteve ao seu melhor nível. Enquanto isso, os remates iam-se sucedendo, mas sempre sem perígo. Aos 78 minutos de jogo, o Chelsea teve a oportunidade de golo mais flagrante do segundo tempo. Excelente jogada de entendimento entre Ballack e Shevchenko, com o ucraniano a servir Drogba, que adiantou um pouco a bola, tendo ainda assim, rematado ao poste da baliza de Helton, que estava batido. O jogo voltou a ganhar alguma intensidade nestes minutos finais, e já com Adriano em campo, no lugar de Postiga, o FC Porto teve uma excelente ocasião para marcar, mais uma vez saida dos pés de Quaresma, mas o cruzamento não chegou a Lisandro. No contra-ataque, foi o Chelsea que teve tudo para marcar, em superioridade númerica, mas Shevchenko e depois Drogba, não conseguiram fazer o remate vitorioso. Até ao fim, mais dois ou três remates para as duas equipas, mas todos eles sairam por cima das balizas, e o resultado manteve-se no 1-1, o que acabou por favorecer o Chelsea, para o jogo da segunda mão em Stamford Bridge. Mourinho, mais uma vez teve que gerir duas lesões de dois elementos importantes durante a partida e na segunda parte, a estratégia de contenção sutitu o efeito desejado.
O Melhor em Campo.
Na minha opinião, há alguns jogadores que devem ser destacados.
* Quaresma. O extremo portista, pôs a cabeça em água á defesa do Chelsea e conseguiu ainda arrancar dois amarelos a defesas, Diarra e Essien, que foram condicionando a acção destes durante a partida. Sempre activo, teve ainda a oportunidade bater Cech, mas o seu remate cheio de intenção, bateu com estrondo na trave da baliza do Chelsea. Foi o motor de jogo do FC Porto, e foi dele que sairam as jogadas de maior perígo que favoreceram o FC Porto.
* Pepe. Sempre encima do acontecimento. Grande exibição do central do FC Porto, que esteve em grande forma, não permitindo que Shevchenko ou Drogba, criassem mais perigo.
* Essien. É uma força da natureza. Perde alguma clareza quando joga a central, principalmente porque é um jogador que gosta de se integrar nos movimentos atacantes. Rapidissímo cortou vários lances de perigo para a sua baliza, mas podería ter sido expulso no lance com Quaresma, ainda que tivesse jogado a bola.
* Robben. Esteve apenas cerca de meia hora em campo, mas o futebol do Chelsea foi diferente, mais rápido e mais perigoso. Fica directamente ligado ao resultado, pois foi dele a assistência para Shevchenko marcar, três minutos após ter entrado.
* Shevchenko. Esteve em bom plano, sempre activo, procurando desmarcar-se e desmarcando os colegas do ataque. Aparece isolado no lance do golo, mas o remate é fantastico, seco e cruzado sem hipoteses para Helton. Esteve ainda no lance de Drogba, mas o marfinênse atirou ao poste.

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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

É hoje....


Pois é... É hoje que o Chelsea vai defrontar o FC Porto no Estádio do Dragão. Tive pena de não ter ido ao aeroporto ontem receber os meus ídolos, mas hoje estive presente no hotel, onde o clube está a repousar antes do importantissímo jogo de logo á noite. O Chelsea está instalado no Sheraton Porto, hotel que se situa na Av. da Boavista, e a afluência de pessoas foi em número reduzido pela manhã.. Cá fora, alguns reporteres tentavam captar algumas imagens, nomeadamente da RTP e da Sport Tv, mas nada foi possível. Os jogadores mostraram-se num pequeno passeio matinal, já por volta das 11 horas da manhã, nas imediações do hotel, mas foi-me impossível captar qualquer imagem, pois o alcance do meu telemovel não é muito. De qualquer forma, pude ver o treinador, José Mourinho, por entre as cortinas do hotel, assim como o Director Executivo, Peter Kenyon e alguns jogadores, como Essien, que brincava com alguns adeptos dentro do atrio do hotel, Drogba, Robben, Shevchenko e Hilário...

Mais tarde acabei por dar uma entrevista em directo para a RTPN, e também para o Jornal da Uma da RTP, onde tive a oportunidade de explicar o porque do meu amor pelo Chelsea, assim como a vontade de ver os blues vencerem o jogo de logo. É pena não poder estar no estádio, pois os preços para não sócios é completamente proibitivo, 75€, para público em geral, e o era o bilhete mais barato... Quanto ao jogo, espero sinceramente que o Chelsea vença, e que consiga já aqui no Dragão uma vantagem confortavel, para o jogo da segunda mão, em Stamford Bridge, poder ser mais descontraido. Vou apostar nos onzes das duas equipas, e amanhã farei o resumo do jogo, com a qualidade reconhecida.


FC Porto: Helton, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile, Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho Gonzales, Quaresma, Lisandr Lopez e Helder Postiga.

Chelsea FC: Cech, Diarra, Ricardo Carvalho, John Terry e Wayne Bridge, Makelele, Essien, Lampard e Ballack, Shevchenko e Drogba.

O jogo terá transmissão directa na RTP 1, a partir das 19:40.

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sexta-feira, dezembro 15, 2006

Nova viagem de Mourinho ao Dragão


Realizou-se hoje em Nyon, Suiça, o sorteio referente aos oitavos-de-final da Champions League. O sorteio até foi brando para o Chelsea, que evitou assim equipas incómodas, como o Real Madrid ou Inter de Milão. Embora o FC Porto seja uma equipa que está a atravessar um bom momento de forma no campeonato interno, o certo é que dos oito adversários era um dos mais acessiveis, a par de Celtic e Lille. A primeira mão é no Dragão, a 20 de Fevereiro e a segunda joga-se em Stamford Bridge a 7 de Março. A última vez que estas equipas se defrontaram, foi na edição de 2004/2005, ainda na fase de grupos, com o Chelsea a vencer em casa por 3-1, com golos de Smertin, Drogba e Terry, com o tento dos portistas a ser marcado por McCarthy, e depois a ceder no Dragão, já com o apuramento garantido, por 2-1, com golos de Duff, para os Blues e de Diego e novamente McCarthy para os azuis e brancos, que recuperaram de uma desvantagem, já na última meia hora da partida. Esse jogo deu a possibilidade ao FC Porto de seguir em frente na competição. Fica aqui o quadro completo de jogos dos oitavos-de-final da prova:

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quarta-feira, dezembro 06, 2006

Chelsea FC 2-0 Levski Sófia

Estádio: Stamford Bridge
Árbitro: Alain Hamer (Luxemburgo)

Chelsea FC: Hilário, Paulo Ferreira, Boulahrouz, Ricardo Carvalho e Wayne Bridge, Essien, Lampard e Ballack, Drogba, Shevchenko e Robben
Treinador: José Mourinho. Jogaram ainda: Kalou, Wright-Phillips e Diarra

Levski Sófia: Mitrev, Milanov, Topuzakov, Tomasic e Angelov, Borimirov, Eromoigbe e Bardon, Dimitrov, Yovov e Domovchiyski
Treinador: Stanimir Stoilov. Jogaram ainda: Baltanov, Koprivarov e Ivanov

Jogo para cumprir calendário, por parte dos blues, que já tinham a classificação para a fase seguinte garantida. Em gestão de esforço, o Chelsea, ainda conseguiu vencer os búlgaros por 2-0.

O Chelsea venceu ontem e garantiu o primeiro lugar do Grupo A com 13pts em 18 possivéis. Os blues, jogaram com alguns jogadores que não são habituais titulares do conjunto de Mourinho, casos de Bridge, Paulo Ferreira e Hilário, que assim voltou a titularidade no Chelsea.
A equipa do Levski veio apenas para cumprir o último jogo, e acabou por ser uma presença simpática neste grupo, não tendo concretizado nenhum ponto.
Logo nos minutos inicíais o Chelsea podería ter chegado ao golo, depois de uma boa combinação entre Robben e Shevchenko a cúlminar com o remate do ucraniâno, mas o guarda-redes Mitrev a responder com uma boa defesa. Alias, esta foi a estreia de Mitrev, pelo Levski na Champions League. Entretanto os búlgaros tentaram responder através da eia distância, mas os remates nunca chegaram a importunar propriamente Hilário, que foi correspondendo.
O Chelsea, a partir do quarto de hora, começou a empurrar o Levski para a sua area, e cmeçou a surgir com mais perigo perto da baliza de Mitrev. Antes do golo, Robben tentou a sorte, mas o jovem guarda-redes opôs-se bem ao remate do holandês. Aos 27 minutos de jogo, surgiu o golo do Chelsea, depois de uma boa jogada edntre Lampard e Robben, Shevchenko efectua um remate com a parte de fora do pé, batendo o indefeso Mitrev. Com o golo, o Chelsea galvanizou-se e tentou marcar mais golos ainda antes do intervalo, e quase que o conseguia, não fosse o remate de Ricardo Carvalho ter sido salvo já em cima da linha de golo por um adversário. O intervalo chegava com o Chelsea por cima do Levski, como alias sería de esperar.

No início do segundo tempo, o Chelsea entrou um pouco mais calmo, o que promoveu uma atitude mais afôita dos visitantes, mas sem no entanto importunar hilário. O Chelsea voltou à carga e sería Ballack a ter uma excelente oportunidade, mas o remate saíu por cima. As esperanças dos forasterios de conseguirem um bom resultado cairam por terra, quando Wright-Phillips, que entrou ao 69 minutos, apontou o golo da tranquilidade aos 83, acabando definitivamente com o jogo e estabelecendo o resultado final. O Chelsea ainda teve algumas oportunidades depois do golo, mas os remates iam sendo interceptados, ou pela defesa, ou pelo guarda-redes.

Com este resultado, o Chelsea ocupa então a primeira vaga do Grupo A, o que lhe vai permitir jogar em casa o jogo da segunda mão, dos oitavos de final. O sorteio realizar-se-a no dia 15 de Dezembro.

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quinta-feira, novembro 23, 2006

Werder Bremen 1-0 Chelsea FC

Estádio: Weserstadion
Espectadores: 36.900
Árbitro: Lubos Michels (Eslováquia)


Werder Bremen: Wiese, Fritz, Mertesacker, Naldo e Wome, Frings, Borowski, Jensen e Diego, Klose e Hugo Almeida
Treinador: Thomas Schaaf. Jogaram ainda: Klasnic, Schulz e Aaron Hunt

Chelsea FC: Cudicini, Gérémi, John Terry, Boulahrouz e Ashley Cole, Makelele, Essien, Joe Cole e Ballack, Drogba e Mikel
Treinador: José Mourinho. Jogaram ainda: Robben, Shevchenko e Wright-Phillips


Apesar da derrota, o Chelsea garantiu a passagem aos Oitavos de Final da Champions League, mercê da vantagem em goal average para o Werder Bremen. Este resultado, complicou a vida ao Barcelona...



Mourinho disse que ia a Bremen para vencer, mas o certo é que apresentou uma equipa não tão forte como deveria. Lampard ausente por castigo, Ricardo Carvalho tocado no jogo do fim de semana ficaram de fora, enquanto que Shevchenko por opção tecnica ficou no banco. Para os seus lugares surgiram, Boulahrouz, Joe Cole e Obi Mikel, respectivamente. O jogo começou com bastante intensidade, tendo pertencido ao Werder Bremen, as primeiras ocasiões de perigo, principalmente através de Hugo almeida, titular no jogo de ontem. Logo nos minutos iniciais, John Terry teve que se aplicar para evitar o golo do português.
Com o passar do tempo, o Chelsea foi tomando conta das operações, e as oportunidades de golo foram començando a surgir, primeiro através de Essien, a passe de Drogba, mas o remate saiu ao lado. Depois seria vêz de Mikel desperdiçar a melhor oportunidade do Chelsea até ao momento, a passe de Gérémi, tendo o nigeriano rematado por cima da trave da baliza de Wiese.
O Werder Bremen, demonstrou que não temía o Chelsea e continuou a jogar ao ataque, onde Diego, jogador ex- FC Porto, teve papel fundamental na organização e distribuição de jogo. O brasileiro teve excelente oportunidade à passagem do quarto de hora, mas Cudicini teve também excelente intervenção. Os alemães íam criando algum perigo através de lances de bola parada e foi na sequência de um canto, que acabaría por surgir o único golo da partida, apontado pelo central Per Mertesacker, que conseguiu fugir à marcação de Drogba e cabecear para o fundo das redes de Cudicini. Estavam decorridos cerca de 30 minutos de jogo. O Chelsea acusou um pouco o golo, mas tomaria novamente conta das operações. Ballack, que regressa a Alemanha pela primeira vêz, desde que deixou o Bayer de Munique, teve excelente oportunidade para marcar, mas Tim Wiese, estava inspirado e não o permitiu.

As equipas surgiram iguais depois do intervalo e foi ao Werder Bremen que pertenceu a primeira ocasião de golo do segundo tempo, por intermédio de Frings que arrancou excelente pontapé, ao qual Cudicini respondeu com uma boa defesa. Minutos depois, foi a vez do Chelsea criar perigo. Jogada de entendimento entre Joe Cole e Drogba, com o marfinense a rematar à baliza, mas a bola sería interceptada pelo central, Naldo.
Mourinho apostou tudo a partir da meia hora, fazendo algumas alterações no ataque, tirando Mikel e fazendo entrar Robben e substituindo Drogba, por Shevchenko. Segundos depois o ucrâniano teve uma excelente oportunidade de marcar o golo da igualdade, na sequência da marcação de uma falta sobre ele, mas Wiese mais uma vêz respondeu com uma boa defesa, afastando o perigo. Aliás, o guarda-redes alemão foi o garante desta vitória, um tanto ao quanto inesperada. O Chelsea aproveitou o facto do Bremen começar a proteger o 1-0, e partiu com tudo para cima dos adversários e Joe Cole podería ter empato a 15 minutos do fim, mas Wiese opôs-se ao bom remate do internacional inglês. Até ao fim, Essien teve uma oportunidade para marcar mas o remate sairía por cima da baliza. O jogo chegou ao fim pouco depois, e garantia ao Chelsea a passagem à fase seguinte, apesar da derrota. O Werder Bremen, com esta vitória, tem apenas que conseguir segurar o empate, em Camp Nou, para seguir em frente no grupo e deixar o campeão em título fora da segunda fase da prova.

No fim do jogo, Thomas Schaff era um homem feliz: "Estabelecemos a nós próprios objectivos terrivelmente ambiciosos neste grupo e, até ao momento, estamos perfeitamente dentro do projectado. Agora é apenas uma questão de terminar a tarefa. Esta noite, a equipa evidenciou enorme classe no relvado. Fomos agressivos, mantivemo-nos impenetráveis na retaguarda e combinámos bem no plano ofensivo. Após o golo, recuámos um pouco, mas não permitimos ao Chelsea muitas oportunidades. O nosso objectivo passava por contrariar o Chelsea, um conjunto extraordinário, e, esta noite, executámos impecavelmente o plano de jogo."

Já José Mourinho, não se conformava com a derrota e disse que a equipa merecia ter empatado: "Sabíamos que o Bremen era uma equipa muito forte, mas o jogo foi muito aberto e merecíamos o empate. Foi uma pena a lesão do Didier Drogba no tornozelo, pois pretendia que, na ponta final, ele actuasse em simultâneo com Shevchenko e Arjen Robben, para colocar maior pressão sobre o Bremen. O Drogba não conseguiu continuar em campo, mas não se trata de uma lesão grave, pelo que deverá poder defrontar o Manchester United no domingo. Agora, pretendemos vencer o nosso último jogo, frente ao Levski Sofia, para terminarmos na liderança do grupo."

Torsten Frings, elogiou a forma como a sua equipa pressionou o Chelsea: "Assentámos bem o nosso jogo e colocámos pressão no Chelsea desde o primeiro minuto. Foi muito importante marcarmos primeiro. Depois de nos colocarmos em vantagem, o Chelsea não criou muito perigo. Esperávamos ser pressionados na parte final e isso acabou por verificar-se, mas nós também desfrutámos de oportunidades para marcar o segundo golo em lances de contra-ataque. No geral jogámos muito bem."

Michael Ballack, enalteceu a boa prestação do adversário, apontando a passividade inícial como factor desequilibrador do jogo: "Esta noite não estivemos ao nosso melhor nível, mas na globalidade tratou-se de uma partida equilibrada. No início do jogo estivemos muito passivos. Não queríamos correr riscos desnecessários, mas, infelizmente, sofremos um golo na sequência de um livre e isso deixou-nos em situação de desvantagem. Sabíamos que o Bremen era forte no contra-ataque, portanto, ficámos numa posição difícil na fase final do encontro e não fizemos o suficiente para marcar."


O Melhor em Campo

Tenho que destacar dois jogadores.
* Mertesacker. Não só pelo golo que marcou, mas pela exibição segura, que pôs os germânicos com pé e meio na fase seguinte
* Tim Wiese. Grande exibição do guarda-redes do Werder Bremen, que com um punhado de boas defesas não permitiu outro resultado mais favorável ao Chelsea.

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sexta-feira, novembro 03, 2006

Ainda o Barça-Chelsea....

Um jogo como o Barcelona-Chelsea, que já tem tiques de classico europeu, nunca pode acabar ao fim dos 90 minutos regulamentares. Tem sempre que haver um pós-jogo, típico dos grandes classicos.
O jogo já foi um tanto surpreendente, pois apesar de terem sido mostrados 10(!) amarelos, não houve nenhum cartão vermelho. Mas depois do último apito de Stefano farina as coisas complicaram-se. Primeiro, ainda em pleno estádio, no centro do terreno, conseguimos ver Frank Rijkaard, numa correria desenfreada, para que ninguem cumprimenta-se o árbitro italiano. Puyol, espantado com a cena do seu tecnico, teve que o segurar, pois deve ter pensado que o holandes quereria agredir o júiz. Rijkaard alegou no fim, que o árbitro se esqueceu de dar um minuto dos seis de compensação que tinha decretado. ainda havia esperança para o Barça chegar ao golo nesse minuto, precisamente no momento em que o Chelsea saía para mais um contra-ataque. O mesmo treinador rebentou de fúria quando viu a placa dos descontos assinalar esses mesmos seis minutos.
A UEFA diz que vai esperar pelos relatórios do arbitro, pois quer saber o que Farina escreveu sobre a reacção do treinador dos catalães, assim como das constantes e visiveis pressões a que foi sujeito pelos jogadores do clube da Catalunha. Quem já não foje à multa é o Chelsea, pois viu 6 cartolinas durante os 90 minutos e excedeu o número permitido pela UEFA, que é de 5 cartões por jogo. O valor da multa será decretado após a recepção do relatório do árbitro.
Um pouco por toda a Espanha, mas principalmente na Catalunha, Mourinho é alvo das criticas mais duras. O Sport e a Marca, respectivamente jornais da Catalunha e Madrid, apelidam Mourinho de Hooligan, pela forma exuberante como festejou o golo do empate. Pior ficou a imprensa catalã, quando o treinador português os deixou plantados na sala de imprensa, após responder a pouquissimas perguntas e vindas de jornais ingleses.
Mas não é só na imprensa que Mourinho tem inimigos. Edmilson, trinco do Barça que entrou para substituir Gudjohnsen, diz que "a pior coisa quando se joga contra o Chelsea é ouvir as tolices de Murinho", prosseguindo com uma opinião sobre o treinador: " deve-se considerar o rei do mundo". Edmilson disse ainda que "o golo do empate foi pior que uma derrota. Preferia ter perdido por 3-0".
Puyol também foi voz crítica dizendo que "foram eles que começaram as provocações, não nós".
Enfim, ainda vai dar que falar este jogo. Mas também se assim não fosse, não tinha piada....

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quinta-feira, novembro 02, 2006

FC Barcelona 2-2 Chelsea FC

Estádio: Camp Nou
Espectadores: 98.000
Árbitro: Stefano Farina (Itália)


FC Barcelona: Valdés, Zambrotta, Marquez, Puyol e Van Bronckhorst, Xavi, Motta e Deco, Ronaldinho, Messi e Gudjohnsen
Treinador: Frank Rijkaard Jogaram ainda: Edmilson, Giuly e Iniesta

Chelsea FC: Hilário, Boulahrouz, Ricardo Carvalho, Terry e Ashley Cole, Makelele, Essien, Lampard e Ballack, Robben e Drogba
Treinador: José Mourinho Jogaram ainda: Kalou, Joe Cole e Paulo Ferreira


Jogo bastante intenso, sempre de parada e resposta, entre duas das melhores equipas da Europa. O resultado, esse, o mais comum em Camp Nou: empate, desta feita a duas bolas.

O Chelsea, pode-se dizer, entrou practicamente a perder. Um golo de Deco logo ao terceiro minuto de jogo deitou por terra a tentativa de Mourinho segurar o ataque catalão nos primeiros minutos. Numa espécie de 4x4x2 em losango, Robben teve que ser o companheiro de ataque de Drogba, face à indisponibilidade do ucrâniano Shevchenko, que não recuperou para este jogo. Ballack jogou atrás dos dois jogadores já referidos e Lampard foi encostado a uma das alas. A defesa voltou a contar com o internacional ingês Ashley Cole. Os primeiros minutos do jogo foram de intenso domínio do conjunto do Barcelona, que foram fustigando a baliza de Hilário com alguma intensidade. A partir do quarto de hora, os "blues" foram equilibrando as contas, no entanto foi dos pés de Xavi que saiu nova ocasião perigora para a baliza do português, após sucessivas trocas de bola, o que criou um espaço no centro do terreno de onde surgiu então o jogador catalão, tendo no entanto Hilário feito uma mancha espectacular, o que proibiu o Barcelona de se adiantar ainda mais no marcador. A partir deste momento, o jogo mudou de comando e o Chelsea começou a esplanar todo o seu futebol e a conseguir chegar com bastante perigo junto da baliza de Valdés. Juntamente com o domínio "blue" chegou também o endurecimento do jogo. Sucessivas faltas de parte a parte que foram acabando em cartões atrás de cartões para ambas as equipas. Remates de Ballack e de Robben, levaram bastante perigo às redes do guardião catalão, que correspondeu com excelentes defesas e foi adiando o golo do Chelsea enquanto pôde. A equipa de Mourinho queixou-se ainda de uma grande penalidade a castigar falta de um jogador do Barça sobre Essien. No entanto não parece haver falta. O intervalo chegava com o um ligeiro domínio dos comandados de Mourinho.

Após o reatamento, as equipas voltaram iguais. E o Chelsea intensificou o domínio. Nos primeiros minutos da segunda parte, Robben teve duas primorosas oportunidades de golo, que desperdiçou. A primeira a responder a cruzamento de Essien e de cabeça permitiu boa defesa a Vadés, a segunda, a passe de Lampard, a rasgar a defesa catalã, mas o holandes atirou por cima da baliza. No entanto o Chelsea chegaria ao golo. Makelele bombeou para a grande area, onde encontrou Frank Lampard. O jogador inglês não conseguiu fazer uma boa recepção e teve que seguir para alinha de fundo onde de costas para a baliza dominou bem, virou-se e de angulo escasso, fez um chapeu primoroso a Vadés, restabelecendo a igualdade na partida, o que de certa forma era justo face ao domíno inglês, que se vinha acentuando. No entanto, o adversário era o Barcelona. Minutos volvidos após o golo, Ronaldinho tirou Boulahrouz do caminho e de trivela, serviu Gudjonhsen, que no centro da area, livre de marcação, só teve que encostar para o fundo das redes de Hilário, que diga-se não teve responsabilidades em nenhum dos golos sofridos.
Este golo foi algo pesado para o conjunto inglês, mas as contas continuaram equilibradas. No entanto outra personagem ia ajudando à festa. Completamente perdido, o árbitro italiano distribuiu cartão atrás de cartão, a cada falta que apitava. É surpreendente como é que o jogo acaba com 11 para cada lado.
O Chelsea volta-se a queixar, já perto do fim de uma grande penalidade, quando Lampard sente o braço de Giuly entretanto entrado. Mais uma vez fica a impressão de não ter havido falta sobre o jogador do Chelsea.
Ballack teve nos pés a cinco minutos do fim da partida a oportunidade soberana de igualar, após passe do internacional inglês, Frank Lampard, no entanto o alemão atirou por cima da baliza de Valdés e toda a gente começou a festejar a vitória, até porque no outro jogo do grupo, o Werder Bremen ia vencendo o Levski.
Mas o balde de agua fria chegou nos descontos. Depois de um centro para a area, Terry assistiu Drogba, que dominou no peito e bateu Valdés, à saida deste. Mais uma vez o costa marfinense foi fundamental, até porque foi dele o golo com que o Chelsea venceu em Stamford Bridge.
Com este resultado, o Chelsea domina o grupo com 10pts e o Barcelona cai para a 3ª posição com apenas 5pts. O grande beneficiado foi o Werder Bremen, que ascendeu a 2ª posição com mais 2pts que o Barcelona.

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